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Sabrina Riguette · Transcript · · Updated

R$ 100 mil investidos: A diferença chocante entre 3 estratégias – Transcript

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  • A primeira carteira analisada possui cerca de R$ 100.000, com foco em crescimento e 70% dos investimentos no exterior.
  • A segunda carteira possui R$ 135.000 e é voltada para uma estratégia previdenciária de dividendos para aposentadoria.
  • A terceira carteira tem um patrimônio de R$ 102.000 e conta com um perfil mais conservador devido à sua porcentagem em renda fixa.
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Ter R$ 100.000 investidos e receber apenas R$ 55 por mês de dividendos parece uma péssima escolha, mas foi exatamente o que eu encontrei em uma das carteiras que eu analisei hoje. Continuando o nosso formato novo de análises de casos reais, eu fui até a comunidade do investidor 10 e selecionei três carteiras com patrimônio por volta dos R$ 100.000, R$ 1.000, mas montadas de formas completamente diferentes. Os casos de hoje tem de tudo. Uma carteira

quase toda dolarizada, uma carteira rendendo quase 22% ao ano e uma carteira loucamente pulverizada. Qual delas provou que a estratégia escolhida é a melhor? Vamos destrinchar tudo isso. E eu tenho uma novidade para vocês. Nós vamos inaugurar um quadro lendo a carteira dos inscritos do canal na nossa comunidade. Eu recebi vários pedidos para fazer isso e quem é seguidor mais antigo sabe que é um projeto antigo que agora eu vou colocar em prática. Eu vou

explicar como que vai funcionar tudo nesse vídeo, tá? Senta aí, pega um café que esse vídeo vai ser muito divertido. A primeira carteira que pegamos aqui tá quase chegando no R$ 100.000, tá em R6.000. 1.000. Atualmente o começo da carteira foi lá em 2025 com R$ 20.000.

Então a gente tem visto um crescimento surpreendente. O dono dessa carteira responde em um dos comentários lá na comunidade que seu foco é crescimento. Ele inclusive diz o seguinte: "Eu acho que eu não preciso receber nada agora em virtude de focar no crescimento para daqui a 20, 25 anos. Eu tenho 32 anos de idade e sou funcionário público. Tenho uma reserva de emergência no momento e estou sem filhos por enquanto. Eu acho

que eu estou no momento de arriscar o máximo possível. E ele justifica dessa forma a respeito de ele não possuir nada de fundos imobiliários na sua carteira. Alguém tinha questionado a respeito disso, o que é coerente para o plano que ele tem. O que mais chama atenção aqui na carteira dele é que ele tem 70% dos seus investimentos no exterior e apenas 30% no Brasil. Então a gente pode ver que ele tem 52% em ETFs internacionais,

18% em renda fixa, 12% em estoques, 10% em ações e 4,85 em criptomoedas. Começando pelas ações, ele tem uma ótima carteira, ele tem oito ativos e a gente pode ver aqui a distribuição que ele tem. Então, por segmento, a gente tem 33% em energia elétrica, 31% em bancos, 24% em seguradoras e 10% exploração, refino e distribuição. E ele de fato tem

empresas excelentes e o número de ativos tá bem coerente para o tamanho da carteira dele. Ele tem oito ativos no total. Para o valor que ele tem investido de apenas R$ 10.000 em ações, ficou um pouco diluído. Por exemplo, ele tem investimento aqui que só tem R$ 600.

daria aí para ele reduzir pelo valor que ele tem investido, mas a respeito das escolhas dele são excelentes. Agora a gente vai olhar as estoques que ele possui, que são ações de empresas globais. Ele possui 11 ativos, o valor total de R$ 12.000 e ele tem muitas empresas americanas na sua carteira. As exceções aqui são a Race, que é da Ferrari, né, que é uma empresa sediada na Itália, incorporada na Holanda. e a Nubank, que é uma holding sediada nas ilhas Caiman, só que tem operação

principal no Brasil, na América Latina, e que não está dentro do S&P 500. O que que chama atenção aqui é quando a gente abre a carteira dele de ETFs, a gente entende que há bastante sobreposição.

Google, Walmart, Cosco, Palati e a Uber, todas essas empresas estão já concentradas dentro do voo, que é a maior posição dele aqui de ETFs internacionais. Ele achou que estava diversificando em mais de 15 ativos, mas na prática ele está apenas comprando as mesmas empresas americanas duas vezes. O mesmo acontece nesses dois ETFs. Ele tem o VWO, que é de emergentes, ele também tem o MCHi, que é de empresas chinesas.

Então, na prática, ele paga mais taxa e tem um trabalho para acompanhar aí mais de 18 ativos que ele possui que fazem a mesma coisa. Outra posição dele relevante é esse ETFSX, que tem grandes empresas semicondutoras como a Broadcom, Nvidia, MDB, Qualcom, que também tem peso relevante dentro do próprio SP500 que tá aqui no ETF voo.

Então ele está hiper exposto ao setor de chips, mas ele tinha falado que tá tudo bem arriscar mais no momento, então pode ter sido de forma intencional nesse caso. Agora, onde não existe sobreposição na carteira dele, a gente tem o ETF AVUV, que busca o fator small cap value nos Estados Unidos, pegando empresas menores que não estão dentro do voo. Ele também tem o VA que traz diversificação geográfica real. Esse ETF tem Europa, Japão, Canadá, sem cruzar

com as empresas americanas do voo. a Race, que é a ação da Ferrari, e também a Nubank, que são duas empresas que não estão no SP 500 e que a compra individual faz sentido no caso, no caso do investidor que tem uma tese específica em automobilístico de luxo e também na fintec emergente da América Latina. A primeira coisa que eu quero fazer é dar o mérito a ele, o fato de esse investidor já está investindo no exterior, buscando ativos de valor e pensando no longo prazo. Isso é

excelente. Ele deu passos importantes que a maioria dos brasileiros ainda não deu. Porém, quando a gente analisa o objetivo dele, aparece uma pequena incoerência de estratégia. Bom, ele contou que o foco principal dele é crescimento de patrimônio e não viver de renda passiva agora. Só que a estrutura que ele montou, por exemplo, comprando ações individuais e ETFs diretamente lá nos Estados Unidos, acaba gerando o que a gente chama de vazamento fiscal. Mesmo

que o foco dele seja valorização, empresas como Walmart e o próprio ETF voo distribuem dividendos e toda vez que esse dividendo cai na conta lá nos Estados Unidos, o governo americano retém 30% de imposto direto na fonte.

Então, se a ideia dele é reinvestir tudo para fazer a bola de neve crescer mais rápido, pagar esse imposto a cada distribuição acaba tirando um pedacinho da força dos juros compostos ao longo dos anos. Uma alternativa muito mais eficiente para quem busca o crescimento puro é estruturar carteira com ETFs de acúmulo sediados na Irlanda, os famosos ETFs de Nesse modelo, em vez de o dividendo cair na sua conta e ser

tributado em 30%, o próprio fundo recebe o provento com uma eficiência fiscal muito superior e reinveste 100% do valor automaticamente nas próprias ações do fundo. Ele vai pagar 15% de imposto somente. Então você não precisa fazer nada, você não vai ter o trabalho manual e o seu patrimônio se multiplica mais rápido pelo diferimento de imposto. Além disso, os ETFs irlandeses protege o investidor do States Tex, que é o imposto de herança americano, que pode

chegar a 40% para quem tem mais de 60.000 investidos diretamente lá nos Estados Unidos. Ou seja, a intenção dele está coberta de razão, mas com uma simples mudança de domicílio fiscal dos ETFs, ele conseguiria chegar ao mesmo objetivo com muito mais eficiência e menos burocracia. Então, vamos entender algumas alternativas para ele investir nos mesmos índices que ele investe atualmente, mas com a versão irlandesa em uma corretora internacional ou na

própria B3. O voo nos Estados Unidos, ele pode buscar o ticker voar ou CSPX na bolsa de Londres. Eles são ETFs que seguem exatamente o mesmo índice SP500, só que sediados na Irlanda. Agora, se ele não quiser ter o trabalho de operar diretamente lá fora, uma corretora internacional, ele pode fazer tudo em reais pela própria B3, já que o SP500 dá para ele investir através do GPU S11. Se ele quiser simplificar ainda mais a vida

e resolver toda a parte internacional em um único ativo para não precisar comprar vários ETFs separados, o VWRA junta o mundo inteiro, Estados Unidos, Europa, emergentes, em um só fundo que reinveste tudo sozinho. E na nossa B3, a gente tem essa versão no ETF irlandês no WWRA11. E por fim, a renda fixa dele tem um detalhe que acende um alerta, está praticamente toda em préfixada. Na verdade, tá toda em préfixada. E dá para entender a intenção. Quando a taxa de

juros está alta, dá aquela vontade de travar num rendimento alto aí de 15,3% para garantir um bom retorno, um bom ganho futuro. O problema é que concentrar a rda fixa em préfixados traz dois riscos bem pesados que muita gente ignora. Primeiro que é o risco da inflação. Se a inflação subir de forma desenfreada, bater 8, 9% ao ano, aquele seu ganho de 12% prefixado perde quase todo o poder de compra real. Você achou que estava protegido na renda fixa, mas o seu dinheiro perdeu o valor. O segundo

ponto é a questão da marcação ao mercado. Se ele precisar resgatar esse dinheiro antes do vencimento por uma emergência ou uma oportunidade que surgir, ele pode ter prejuízo de verdade. Então o interessante é na renda fixa ter uma fatia de prefixado, como ele tem uma de pós fixado para ter o dinheiro de liquidez, reserva, reserva de oportunidade de emergência e também investimentos híbridos como tesouro e PCA+ que são títulos atrelados à inflação. Se eu não me engano, ele falou que ele tem reserva de emergência em

outro lugar, então talvez ele tenha pósfixados ali para ser a sua reserva. E ele tem criptomoedas também, tá? 5% sua carteira, achei um pouco ousado. É, então tem R$ 4.000 aí de Bitcoin e XRP. Agora vamos para os resultados da sua carteira. Ele recebe aproximadamente R$ 55 por mês comproventos, o que é coerente com o objetivo dele, que é focar em crescimento, apesar dele ter muitos investimentos aí que são

distribuídos. e a rentabilidade dele não há o que reclamar. A gente consegue ver aqui que ele tem uma rentabilidade nos últimos 12 meses de 19,20, o que é um ótimo crescimento. Só daria para ele melhorar ainda mais essa questão da eficiência tributária, mas isso é normal, tá? Quando eu comecei a investir, eu também investi através de ETFs americanos. Na época não era tão popular assim ETFs irlandeses. E até hoje eu não vendia essas minhas posições, tá? Eu só tenho alterado meus novos aportes. Deixei esses

investimentos lá quietinho. No geral, excelente a carteira e o resultado dele mostra isso. Agora nós vamos para uma carteira que eu fiquei muito surpresa positivamente, tá? Eu nunca vi uma carteira tão limpa, minimalista e suscinta assim. Ele tem R$ 135.000 e somente 11 ativos. O dono dessa carteira investe há 3 anos e ele diz que o seu foco é uma carteira previdenciária de dividendos para sua aposentadoria. É bonito de ver a

escadinha aqui do sucesso, tá? Que ele começou realmente lá de baixo, começou com R$ 7.000 e foi crescendo de forma consistente. E agora sobre a locação da carteira dele, ele tem 52% em ações, 30% em fundos imobiliários, 8% em tesouro direto e 7,45 em ETFs internacionais. Ou seja, a maior parte da sua carteira para de fato gerar renda, né, ações e fundos imobiliários. Tem muita qualidade aqui na carteira dele, tá? Mas quando a gente analisa ativo por ativo, aparecem alguns

pontos de atenção e uma pontinha de inconsistência lá fora que vale a pena ajustar. Então, vamos começar pela maior fatia. Vamos olhar as ações. Ele escolheu cinco gigantes no mercado brasileiro. Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Seguridade, Clabim e ISA Energia.

São as clássicas empresas eh brasileiras. A única distoante aqui na questão de pagadora de dividendos é a Clabin, mas são líderes em setores perenes como energia, finanças, seguros, papel e celulose. E a escolha técnica dos ativos é excelente. Porém, existe um risco de alta concentração específica.

Se vocês olharem aqui para Petrobras, ela representa sozinha mais de 30% das ações dele, tá? 16% da carteira, mas 30% das ações dele. A Petrobras é uma geradora de caixa monstruosa, sim, mas a gente sabe que ela é uma estatal exposta às oscilações da commodity de petróleo e também a ruídos políticos. Então, se o cenário mudar ou a política de dividendos for alterada, quase 1/3 das ações dele sofre o impacto direto. A

ideia aqui não é vender Petrobras, não, tá? mas sim equilibrar os novos aportes que ele for fazer, diluir os próximos investimentos nas outras empresas ou adicionar mais um setor aqui defensivo, como saneamento, por exemplo, o que já deixaria essa fatia bem mais protegida.

Frequently asked questions

O dono da primeira carteira responde que o seu foco principal é crescimento de patrimônio para daqui a 20 ou 25 anos, e não receber renda passiva agora.

A segunda carteira apresenta uma média mensal de R$ 610 em proventos.

O patrimônio da terceira carteira é de R$ 102.000.