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MÓDULO VIII INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS, SIMBOLOGIA E LIVRE INTERPRETAÇÃO DAS PALAVRAS - VÍDEO I – Transcript

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Summary

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  • Freud nunca abriu mão da interpretação dos sonhos e da livre interpretação das palavras como fundamentos da psicanálise.
  • Freud acreditava que os sonhos eram uma janela para o inconsciente e substituiu a hipnose por ferramentas que pudessem trazer a cura.
  • O livro A Interpretação dos Sonhos originou-se do período de autoanálise e reclusão de Freud realizado em 1897.
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Transcript

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Oi, e aí? Tudo beleza? Tranquilo? Vamos partir aí para o módulo 8. Sonhos, simbologia, livre interpretação das palavras. Deixa eu falar uma coisa para vocês.

Interpretação dos sonhos. Parece uma coisa banal, né? Uma coisa trivial. Poxa, é... Uma coisa assim... A surreal fala, você termo várias vezes, né?

Cara, mas não parece uma boberinha, você ficou como assim, interpretações? Pois isso aí era um dos fundamentos da psicanálise que Freud nunca abriu mão. Ele sempre trabalhou diversos conceitos, diversas teorias, mas ele nunca abriu mão da interpretação dos sonhos também, né?

Suas simbologias... E um outro pilar, um outro alicerce de tempos e canales foi a livre interpretação das palavras. Mas vamos lá, vamos trocar uma ideia da interpretação dos sonhos. O que ele pensava? Qual que era a ideia básica com relação a esse conceito que ele fazia, né?

Ele acreditava que os sonhos fossem e são uma janela para o inconsciente, né? Bastante interessante. Ele começou a usar, bem no comecinho, lá no modo 1, a questão da hipnose.

Mas ele percebeu que a hipnose realmente acessava, mas não trazia cura do paciente, né? Ele acessava inconsciente, mas de uma forma inconsciente do paciente. E aí, quando ele viu que a hipnose não conseguia trazer a cura, né?

Ele começou a usar, principalmente a questão da interpretação dos sonhos e depois a interpretação das palavras também que a gente vai falar, tá? Bom, eu sempre faço as anotações aqui para não passar nada em branco, se bem que a gente pega depois na supervisão, tá?

Mas enfim, é bem legal, né? Quando eu monto o módulo, eu penso, imagino lá na prática, junto com a teoria, como que vai ficar melhor para o aluno, né? Vamos trabalhar dessa forma, enfim, não só jogar a teoria, mas principalmente se eu desenvolvi o curso, muito mais voltado para a prática.

Óbvio com a teoria fundamental, os pilares da psicanálise, mas buscando em toda a experiência na prática que a gente encontrou até hoje, tá legal? O que é o sonho, gente? Desde que a gente sim começou a viver em sua cidade, as pessoas acordam e falam ou das maravilhas do sonho, ou das tragédias, né?

Seriam os pesadelos, né? Mas enfim, expressajos que surgem com isso aí. E, historicamente, a gente vai comentar talvez diversas vezes, as pessoas sempre atribuíram isso ao divino, ao oculto, enfim, vai depender da doutrina, da crença, da época, né?

Mas é um negócio muito antigo, né? Vamos dar uma olhada... A mais antiga interpretação dos sonhos que cita a notícia, é de José, né?

Ele está citado lá no livro de Gênesis, e José teve um sonho, eu acredito até que nem foi sonho, foi uma visão, vou falar um pouco da visão, mas é um pouquinho fora da psicanálise, José teve um sonho e ele reuniu os irmãos dele pra contar esse sonho, né?

Então ele chegou e falou, ó galera, é o seguinte, está citado no livro Gênesis, né? Ele falou, galera, é o seguinte, eles colhiam, plantaram um trigo, colhiam um trigo, falou, ó galera, é o seguinte, eu sonhei que eu era um feixe ao centro da colheita e vocês eram os feixes menores

e se curvavam durante mim. Na verdade, foi o sonho dele mesmo, isso daí. Só que começou a criar tal da intriga, os irmãos vão olhando pro outro e falam, ó, será que ele vai mesmo mandar na gente, entendeu?

É coisa normal que a gente vive hoje, não dá nada, né? E José, inclusive, não diria premonição, a premonição talvez esteja mais ligada a fatos trágicos, né? Seria uma clarevidência, né?

Uma visão que ele teve, e de fato ocorreu, né? Ele foi extremamente influente na época, inclusive. Ele interpretava os sonhos com um faraó lá do Egito da época, que os hebreus, né, viveram muito próximo do Egito. Então, ele foi um cara... José foi um cara incrível, um personagem bíblico, e o primeiro registro de interpretação dos sonhos foi esse.

Para vocês terem uma ideia, essa questão de sonho é tão interessante, eu comprava revistas mensalmente, ou semanalmente numa banca, e lá na banca de revista era uma banquinha do jogo do bíblico também, entendeu?

Mas enfim, na época que comprava revista, hoje a gente todo celular, você acessa os conteúdos, enfim. Praticamente não se compra, mas jornais praticamente acabaram, jornais físicos, circulação, é só digital.

Mas sempre tinha um senhor perto, ou o próprio nome da banca, que é o bicheiro, vou dizer assim, ele pegava e falou assim, você só viu alguma coisa hoje? Às vezes eu falei, não, eu falei, ah, se eu falasse, eu falei, olha, eu sonhei com um cavalo.

Rapaz, na hora ele pegava o bloquinho e apostava no cavalo. Enfim, então só as crianças, agora, se ganhavam não, eu não sei se ele ganhava. Mas para todos os clientes da banca dele, ou geralmente um senhorzinho que ficava encostado lá fora, fazendo a mesma coisa.

Puxava conversar, se olhando as revistas, ah, tal. Se teve algum sonho recente, era desse jeito, porque o cara é maluco, mas era para jogar no bicho. Então você vê como é a questão da interpretação do sonho. Se não tivesse um bicho envolvido, ele tentava interpretar alguma ligação com o jogo.

A Psicanálise a gente faz isso também, mas de uma forma que a gente procura encontrar caminhos, trajetos, enfim, procura identificar algumas origens para que possa levar o paciente a cura.

Justamente porque Freud achava que o sonho era o caminho mais acessível para o inconsciente e aí também ele acabou agregando a livre interpretação de palavras para essa mesma função. Então são duas funções, inclusive, que ele substituiu a hipnose, na época, porque a hipnose não trazia cura.

E essas duas ferramentas que Freud desenvolveu, ele conseguia fazer um trabalho de investigação, de conclusões, de caminhos, que poderia levar a cura ao origem de medos, fobias e traumas do paciente, entendeu?

O que aconteceu com Freud ali em 1897? Ele teve um período de autoanálise dele mesmo. Ele pegou, se recluiu, ou ficou recluso, talvez seja o termo mais correto.

Ele fez uma autoanálise um pouco parecida com o balanço que eu falei nos outros módulos, que é importante a pessoa fazer. Aqui, pela minha outra formação de administrador de empresas, eu sempre tive acostumado a fazer o balanço da empresa que eu estou administrando, que eu estou fazendo a gestão balançamente anual, mas aí existe o balançete mensal e eu recomendo que as pessoas façam isso,

mas não, eu geralmente faço no domingo, onde mais tranquilo eles têm casa, não tem horário, não tem compromisso, analisar um pouquinho como é que foi a semana, acertos, erros, pontos de melhoria, enfim, semanalmente eu faço isso e, óbvio, uma forma muito mais ambrangente, meio de dezembro eu gosto de fazer isso.

Ali aquele período natal no novo, que é um período bem tranquilo de reflexão, eu costumo fazer o balançete. Você vem da origem da minha outra formação, psicanalista, sou administrador de empresas, e Freud, curiosamente, fez isso também, não sei se ele fazia periódicamente, acredito que sim, mas essa reclusão dele, esse isolamento que ele teve,

ele ficou muito famoso, porque dali saiu praticamente os pilares da psicanálise, e ele chamou isso do grande do isolamento, foi incrível, e ele usou três ferramentas para fazer essa autoanálise dele, esse isolamento que ele teve.

Ele usou três ferramentas, a maioria conhecida de nós já nessa altura dos módulos, depois doitava agora, mas dois módulos já terminam com isso, vão passar para a terapia. Ele usou a livre associação de palavras dele, ele usou as lembranças da infância, que a gente ainda hoje vou falar nesse módulo, porque a importância das lembranças da infância, a origem, muitos traumas e medos fobias

Frequently asked questions

Freud acreditava que os sonhos eram e são uma janela para o inconsciente.

Freud substituiu a hipnose porque percebeu que ela acessava o inconsciente, mas não trazia a cura para o paciente.