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Premonição AMP 2026-2027 Residência Médica – Transcript
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Summary
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- A baixa estatura é definida clinicamente pela estatura abaixo do Z score -2 ou pela velocidade de crescimento persistentemente baixa.
- A terapia quádrupla com bismuto, tetraciclina, metronidazol e um inibidor de bomba de prótons ou vonoprasana passou a ser o tratamento de primeira linha para o Helicobacter pylori no Brasil a partir de 2026.
- A artrite reumatoide manifesta-se como poliartrite crônica simétrica com predileção por pequenas articulações, duração de seis semanas ou mais e rigidez matinal prolongada.

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Transcript
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Fala coruja, beleza? Bruno Calvo aqui com vocês paraa nossa premonição da Associação Médica do Paraná. Você já deve ter feito algumas questões dessa prova e percebido que o buraco é fundo. É uma das provas mais difíceis que tem no Brasil, ao meu ver, porque tem muito daquelas questões de julgar e ver assertivas e muitas vezes conceitos rodapé de livro aparecem, tá legal? E é uma questão que as questões, né, costumam ser bastante complexas, tá
legal? A forma como é redigido, o que o examinador costuma cobrar. Então, não é uma prova fácil. Uma dica que eu posso dar para você de antemão é tentar resolver a prova seguindo o que tá escrito ao pé da letra, tá legal? Sem ficar tentando extrapolar demais o raciocínio para aquilo que não tá explicitamente escrito em texto, tá legal? Se o cara deixou aquilo escrito A B C, você vai pensar como A BC, mesmo sem ficar floreando muito raciocínio
para não se perder, porque já é uma prova complexa, tá legal? dos temas que vocês vão revisar comigo aqui na pediatria hoje na premunição, crescimento e baixa estatura, bronqueiolite e aleitamento materno. Bora lá tentar descomplicar essa prova difícil. Começando aqui com crescimento e baixa estatura. Foram duas questões nos anos mais recentes que pediram aqui pra investigação de baixa estatura e estimar um pouco o prognóstico da estatura do paciente. Pra gente entender
esse tema, é interessante a gente relembrar como que uma criança costuma crescer ao longo da vida. Começando aqui com o ganho de peso. Geralmente molecada nasce com cerca de 3 kg, 3,300g, 3,200g. Aí na primeira semana de vida perde até 10% do peso do nascimento. E claro aqui eu tô falando de uma criança nascida a termo, pelo menos 37 semanas de idade gestacional. Aí ela perde o peso na primeira semana, depois recupera até por
volta do 10º 14º dia e depois engata num ritmo de ganho de peso muito acelerado aqui, de forma que ela duplica o peso do nascimento por volta aí dos 4 a 6 meses e triplica o peso do nascimento por volta dos 12 meses. Aí do segundo ano até aqui, antes de entrar na adolescência vai crescer de 2 a 2,5 kg por ano. E na adolescência, como você tem um estirão, incremento de massa muscular e massa óssea, aí o ganho de
peso volta a ficar um pouco mais acelerado. Beleza? Já na parte da estatura, note que o bebê geralmente nasce com cerca de 50 cm. E o primeiro ano de vida, ele tem um crescimento muito acelerado aqui, 15 cm no primeiro semestre, 10 no segundo, totalizando 25 cm em 1 ano, de forma que ele ganha 50% do comprimento dele em apenas 1 ano.
Então, da fase de vida extrauterina, o primeiro ano de vida é o que a criança cresce mais rapidamente. Segundo ano ainda cresce razoavelmente rápido, 10 a 13 cm. Ah, e entre do anos completos até a criança entrar na puberdade, vai crescer entre 4 até 7 cm por ano e só volta a acelerar o ritmo de crescimento no estirão da puberdade, que é um pouco mais cedo nas meninas, mas também dura menos tempo. E a magnitude, né, o pico
de velocidade de crescimento é um pouco menor em comparação com o sexo masculino, tá legal? E por fim, o perímetro cefálico nasce aqui com a média de 35 cm. Aí no primeiro trimestre 2 cm por mês e no segundo um, totalizando 9 cm de perímetro cefálico nos primeiros 6 meses de vida e mais 3 cm aqui na segunda metade do primeiro ano, o que dá aqui cerca de 10 a 12 cm no primeiro ano de vida. E lembra, né, você passa a fita
pela glabela, por trás da orelha, na proeminência occipital e acompanha de perto esse perímetro cefálico aí ao longo dos primeiros anos de vida. Mas o crescimento mais crítico é no primeiro ano especificamente. Como eu comentei, o estirão da puberdade, né, ele acontece antes no sexo feminino, né, começa praticamente junto com o surgimento do broto mamário, atinge o pico quando as mamas estão no M3. E o que marca o final aqui do
estirão pulberal na menina é a primeira menstruação. Aqui o ritmo de crescimento pode chegar até 10 cm, a depender da referência da população estudada, tá legal? Já no sexo masculino começa um pouco mais tarde, só que o pico dele dura mais tempo e o pico de velocidade de crescimento aqui pode chegar até 12 cm ano a depender da referência. Então é mais acelerado, dura mais tempo e por
isso os rapazes tendem a ter a estatura mais alta em média em comparação com as mulheres, tá bom? Tanto é que a gente vê isso no cálculo de alvo genético, né? Pessoas do sexo feminino. Opa, sexo feminino é esse aqui. Soma a estatura do pai com a da mãe, subtraio 13 cm e divido isso por dois. Aí eu obtenho esse alvo genético. Já no sexo masculino, agora sim, esse símbolo. Somoa a estatura do pai com a da mãe e somo 13
cm e divido por 2. Aí eu chego no alvo genético que tem uma variação de mais ou menos 5 cm também, dependendo da referência utilizada, tá bom? E olha só, agora a gente vai falar de baixa estatura. É uma queixa bastante frequente nos consultórios de pediatria e também nas provas de residência. Tem muita criança que tá com a estatura normal, só um pouco abaixo da média mediana e se queixa de baixa estatura.
Então a primeira coisa que você tem que fazer quando essa queixa aparece é definir se existe critério clínico para baixa estatura no seu paciente. E existem três formas de você dizer que ele de fato tem baixa estatura. Basta preencher um desses critérios. Então, olha só, o mais clássico, estatura abaixo do Z score -2, que equivale ao percentil 3, tá? A SBP, Sociedade Brasileira de Pediatria, pede para você ter cuidado quando a estatura está abaixo do percentil 10, mas baixa a
estatura de fato é só quando tá abaixo do percentio 3, que é o que equivale ao Z score -2. Outra forma de dizer que há baixa estatura é quando a criança tá desviando muito do alvo genético dela. Então, o pai e a mãe tem 1,85 m de altura e a criança tá lá mirando 1,65 m.
Veja, em termos populacionais aqui na Z score, essa criança possivelmente vai estar acima do -2, só que em comparação com o potencial genético dela, ela tá ficando muito a quem, então deve ter alguma coisa limitando o crescimento dela. E isso também configura baixa estatura. Geralmente quando tem uma diferença aqui de dois desvios padrão ou mais em relação ao canal familiar. E por fim, uma velocidade de crescimento
persistentemente baixa, que geralmente acaba se traduzindo em crescer menos do que 4 cm em 1 ano. Tá bom? Então, OK. O paciente preencheu um desses três critérios. O que que tá fazendo ele ter essa baixa estatura? Note que é aquele tipo de tema que temos variantes benignas idiopáticas que vão exigir apenas uma conduta expectante e existem causas patológicas de baixa estatura. Dá uma olhada aqui das variantes benignas,
que também são chamadas de idiopáticas, tem baixa estatura familiar e atraso constitucional do crescimento da puberdade. Agora, causa patológica, cara, qualquer doença crônica arrastada aí que interfira na velocidade de crescimento, falta ou deficiência de hormônios, disfunções orgânicas crônicas, como uma doença renal crônica, doença celíaca, insuficiência cardíaca, pneumopatia, doenças genéticas como
síndrome de Turner, síndrome de Down e Praderville são exemplos clássicos aqui de baixa estatura e atrogênicas, né? uma exposição crônica glicocorticoide, por exemplo, e outras causas, né, que vão envolver a condroplasia e outros distúrbios esqueléticos, causas psicossociais e até desnutrição crônica pode fazer o paciente ficar com uma baixa estatura patológica. Então, olha só, o paciente chega, ele de fato tem baixa estatura. Como é que eu faço para distinguir se é variante benigna ou
patológica? A principal dica que eu dou para vocês é olhar a velocidade de crescimento. Eu espero que a criança cresça num ritmo saudável pelo menos 4 cm/ ano. Se ela tem baixa estatura, mas tá crescendo pelo menos 4 cm ano, a velocidade de crescimento preservada aponta pra direção de variante benigna. Pode ser atraso constitucional do crescimento da properdade ou baixa estatura familiar.
Agora, se ela tá com a velocidade de crescimento reduzida, crescendo menos do que 4 cm por ano, é possível, provável, na verdade, que tenha alguma doença que esteja impedindo ela de crescer o tanto que ela deveria. Então, é mais provável que seja uma causa patológica. Aí você tem que ver quais são as pistas que o enunciado vai trazer para você na história clínica do paciente para pensar nessas diversas etiologias aqui, tá legal? Mas pensando nas variantes
benignas, como é que eu faço para diferenciar baixa estatura familiar do atraso constitucional do crescimento da puberdade? Olha só, na baixa estatura familiar você vai ter um alvo que é baixo. Então os pais tendem a ter uma estatura próximo do Zore -2 ou até abaixo do Zore -2, mas o desenvolvimento da puberdade da diósse vai ser normal e o paciente tem como prognóstico baixa estatura, tá legal? Já no atraso constitucional do crescimento da
puberdade, a gente tem o que são chamados aqui de maturadores tardios. Então, numa faixa de idade em que tá todos os colegas ali da criança entrando no estirão da puberdade, crescendo rapidão, ele demora mais tempo para acompanhar isso. Então, geralmente ele vai ter uma puberdade um pouco mais atrasada e como ele vai ter menos esteroides sexuais circulantes, especialmente os estrógenos, a idade óssea começa a ficar atrasada,
geralmente mais do que 2 anos em relação à cronológica, tá legal? Só que em dado momento esse essa criança vai conseguir correr atrás do prejuízo e a estatura final tende à normalidade. Então ela só demora um pouquinho mais de tempo para ter o estirão dela. E esse estirão tende a ser um pouquinho mais cadenciado, só que a estatura final fica mais próximo da normalidade. Tando é que a estatura dos pais tende a ser normal. Então olha pra velocidade de crescimento para
distinguir variante benig patológica. E se a velocidade de crescimento está preservada, vai ser uma dessas duas, muito provavelmente. Para distinguir as duas, você olha daí paraa idade óssea, que no atraso constitucional do crescimento da puberdade fica atrasado em relação cronológica. Por isso que velocidade de crescimento e diósse são suas melhores amigas nesse tipo de questão de baixa estatura. Beleza?
E sobre os fatores prognósticos de baixa estatura, que isso já foi cobrado na prova da MP. Dá uma olhada aqui. Uma das coisas mais importantes, se não a mais importante, é a etiologia da baixa estatura. E quanto tempo faz que tá instalada, né, essa doença que tá causando uma baixa estatura. Então, por exemplo, o paciente tem a condroplasia, uma doença genética que limita bastante o crescimento dos ossos longos do
paciente. Não dá para esperar que ele vá ter uma estatura próxima da normalidade com uma condição de base dessa, especialmente dos fenótimos mais graves. Então, a etiologia limita muito e, inclusive a etiologia dita bastante pra gente qual que vai ser a velocidade de crescimento do paciente, porque etiologias mais graves tendem a gerar velocidades de crescimentos mais baixas, tá legal? A estatura alvo, né,
obviamente também define bastante o quanto que a pessoa pode crescer, né, não dá para esperar um jogador de basquete de um pai e uma mãe com 1,60 m de altura, tá legal? A idade óse diz pra gente o quanto que o paciente ainda pode crescer. Então, quanto tiver placa de crescimento para ser mineralizada, ele ainda pode ganhar em crescimento longitudinal. E se as placas já estão fechadas, ele não tem mais para onde crescer. E obviamente dependendo da etiologia, se existe algum tratamento a
ser feito, tá legal? se dá para usar GH, né, no caso de doença renal crônica, sinumidner, praderville, por exemplo, ou se de repente é uma condição que não tem nenhum tratamento muito específico para baixa estatura. Beleza? Bora falar de bronquiolite viral agudo, pessoal. Foram três questões recentes na prova da MP e eles focam bastante na parte de tratamento, mas já cobraram diagnóstico diferencial também. Pelo Ministério da Saúde, o que que é bronquiolite viral
aguda? é uma síndrome. E dá uma olhada na definição. Você vai ter desconforto respiratório em lactente. Então, olha, doença de criança pequena, pessoal, menos do que 2 anos de idade. Não vou pensar em bronquolite na criança com 4, 5 anos. É geralmente menor de 2 anos de idade, principalmente no primeiro ano de vida, tá legal? Que o que que acontece?
você vai ter uma infecção viral no trato respiratório que vai levar à inflamação dos bronquíolos, das vias aéreas inferiores, tá legal? E vários agentes etiológicos podem causar bronqueolite viral aguda para influenza, metapneumovírus, rinovírus, adenovírus, mas o mais classicamente associado a essa condição é o VSR, responde até 80% dos casos de bronquiolite viral aguda e também causa muita pneumonia viral na