Coordenadoria de Controle de Doenças · Transcript · · Updated
Capacitação Estadual Abordagem Intensiva ao Tabagista no SUS – Transcript
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Summary
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- Conforme dados citados, o tabaco causa a morte de 8 milhões de pessoas anualmente no mundo.
- O psiquiatra Felipe Lobo explica que o tabaco é considerado a principal substância que mais gera dependência a partir da experimentação.
- O elenco de referência nacional da assistência farmacêutica para o tabagismo inclui como nicotínico de primeira linha o adesivo transdérmico, além de opções como goma ou pastilha e o não nicotínico bupropiona.
Key moments
- Eh, a gente vinha numa queda da prevalência significativa. O Brasil eh…
- Assistência que vai desde promoção e prevenção à saúde até cuidados paliativos,…
- Saúde, né? Que é são esses sistemas que os outros estados, semana…
- Principalmente por coisas nocivas. existe. Olhem para o paraa minha seta, não…
- Uma substância dá está mexendo na química do cérebro como um todo.…
- Outros antidepressivos que também possuem estudos e que estão disponíveis na atenção…
- Exatamente isso aconteceu comigo. Eu fui uma fumante e quando eu fui…
- É uma delas, né? Cerveja. Então, para ter uma pessoa que me…

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Transcript
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Olá, pessoal. Muito bom dia a todos. É um prazer estar aqui com vocês hoje. É a 144 a nossa capacitação aqui. Eh, hoje eh estamos preparados para trazer e vocês para um mundo que é muito bacana, que é o controle do tabagismo, para quem
curte, quem gosta. Eh, é um prato cheio nas doenças e condições crônicas, né? Eu sou a Dra. Sandra Marques. Sou executiva em saúde, cirurgiã dentista, coordeno a política estadual de controle do tabaco e também o programa nacional de controle e tabagismo aqui em São Paulo.
A gente vai começar a falar e introduzir o tema, principalmente porque a gente vai ter uma mudança na nossa apresentação. Teoricamente, a gente sempre começa falando um pouco sobre o contexto político, social. Essa é a minha parte na apresentação, eh, trazendo muito do que é e o que faz eh as pessoas começarem a fumar, né? Então,
quais são os desafios que a gente tem que enfrentar, não só no tratamento, mas no contexto dos determinantes sociais e políticos, que são muito importantes quando a gente fala de política pública, né? A gente esquece que a saúde não trabalha sozinha, que a gente tem uma política intersetorial que é extremamente forte e que a gente precisa
cada dia no nosso território também eh reforçar medidas importantes. E é por isso que a gente vai começar agora eh falando um pouco de onde que surgiu o controle do tabagismo no mundo, né? Eh, quais são os enfrentamentos que a gente tem hoje dentro da atenção primária saúde, né, especializada? Como é que a
gente transversaliza esse tema? Acho que essa manhã e am a amanhã de manhã também eh é um é uma coisa muito reduzida do tanto de material científico que vocês vão poder disponibilizar eh inclusive em estudos no nosso site e no site do Instituto Nacional do Câncer. Eh, é entender que tabagismo é um contexto que
muda a todo momento, né? Há pouco tempo a gente tinha uma queda na prevalência importante e agora recentemente a gente tá tendo um aumento importante também na prevalência eh de tabagismo.
Vamos introduzir então e aí eu vou falando um pouco desse contexto. Acho que é importante hoje vai ter eu falando, Dr. Felipe, Dr. Rafael. Dr. Felipe é um psiquiatra, né? né? Eu vou apresentar para vocês na na hora. E o Dr. Rafael é o farmacêutico aqui eh de é coordenador da CAF também e que transversaliza muito o tema do
tabagismo. Foi o doutorado dele, inclusive serão duas aulas excelentes e eu espero que vocês aproveitem muito, mas nunca esquecendo principalmente do que é a política e como a gente já estruturou essa política em São Paulo.
Vamos lá. Pois é, não dá pra gente começar a falar de tabagismo sem falar da Convenção Quadro pro Controle do Tabaco. A Convenção Quadro pro Controle do Tabaco é o primeiro tratado internacional
assinado e ratificado por 193 países. é um mundo contra, não diria nem mais epidemia e do uso de nicotina, mas uma pandemia, né? Considerando que a gente teve eh durante a pandemia cerca de 15 milhões de mortes no ano de 2020 no mundo, a gente
considera que o tabaco mata 8 milhões anualmente. Então é uma pandemia instalada e que a gente tem que eh enfrentar durante todo o nosso trabalho aqui. É por isso que é importante que a gente se municie de várias estratégias, inclusive informação, informação científica boa, né? Não é fake news. Tudo que a gente
vai trazer aqui são coisas que são validadas cientificamente e que a gente precisa eh trazer pros nossos pacientes, inclusive para fazer o engajamento dessa turma, né? 30% dos tabagistas brasileiros fumam 20 cigarros ou mais.
Ou seja, nós estamos falando hoje lá, diferentemente eh de 2004, quando nós começamos a introduzir isso no SUS, há 22 anos atrás, a gente tinha ainda pessoas que paravam de fumar sozinhas.
Hoje a gente tem uma caracterização importante que é de alta dependência e que vocês podem eh notar dentro dos nossos sistemas já de vigilância, nosso dashboard aqui no UNIESCA, eu vou mostrar mais no final da aula.
Isso implica em uma série de medidas eh nossas, inclusive da das coordenações, para que a gente possa eh administrar eh esse usuário. Por quê?
Uma coisa que é muito importante é a questão medicamentosa, né? Não dá mais para falar que a gente só faça abordagem cognitivo comportamental. Isso é uma coisa eh que faz parte do tratamento, mas eh são pessoas com muitas comorbidades também psiquiátricas e que necessitam eh de apoio medicamentoso.
Vocês vão ver muito disso na minha fala, na fala do Felipe, na fala do Rafael, amanhã também eh dos dois que vão falar sobre os grupos. Eh, e considerem essas falas de gente que tem experiência na área. Determinantes sociais são imprescindíveis, né? Quem fuma hoje com tanta informação, eh, tem uma um baixo
nível de escolaridade, as pessoas fumam mais com eh porque tem menos informação e tá muito ligado também à questão da pobreza, a exploração de quem não tem muita informação e não tem acesso às vezes ao tratamento ou não conhece o tratamento. E os determinantes comerciais são importantíssimos porque a gente tá falando eh de economia e de política. né? Eh, eu vou ter slides a
falando sobre isso e o quanto que a gente precisa realmente investir eh nesses setores para que a gente realmente tenha. Então, a gente tá falando de tributação, por exemplo, né? aumento da tributação, eh, do imposto do veneno, como é conhecido, de ultraprocessados, de álcool, de tabaco. Então, como é importante que a gente traga essa concepção,
não tá tudo bem aí? Ah, então tá bom. baixa percepção de risco. Eh, a droga lícita sempre traz um contexto. As pessoas acham que a droga lícita, assim como o álcool também, eh, que a e elas acabam tendo uma baixa percepção de risco. Isso implica muito na iniciação, principalmente. Então, quando a gente fala de prevenção da iniciação, a gente
tem que trazer muito a questão da educação e saúde, a gente tem que trazer muito medidas que previnam o acesso de crianças e adolescentes e isso é fundamental.
Os dados epidemiológicos recentes têm nos mostrado uma prevalência e padrão de consumo com muito foco em jovens. Isso é um, isso é muito preocupante porque a gente tá falando de iniciação, né?
Eh, a gente vinha numa queda da prevalência significativa. O Brasil eh quase atingiu a meta eh do Plano Nacional de Doenças Crônicas, porém a gente não vai atingir essa meta até 2030, justamente por conta dos novos produtos e as novas formas de consumo de tabaco, eh, ou nicotina, né? Então, quando vocês ouvirem ou de mim ou de
algum dos palestrantes, não é mais só tabagismo, é nicotinismo que a gente tem que trazer, eh, é entender que a indústria do tabaco, ela tem esse discurso e ela tem nos trazido o tempo inteiro. É só, é só nicotina, como se nicotina fosse uma droga inóqua e que não causasse eh nenhum desafio paraa nossa saúde física e mental. O tempo inteiro a gente vai falar muito sobre
isso, que acho que esse foi um dos grandes segredos eh do programa estadual de controle de tabagismo, porque a gente começou a coletar dados e notou que as pessoas tinham mais transtornos mentais nos grupos associados ao uso de nicotina. E isso a gente precisa trabalhar muito, eh, inclusive no manejo, eh, nos grupos, principalmente na atenção primária à saúde. A gente
carece ainda eh de uma rede de saúde mental preparada para trabalhar a questão da nicotina de uma forma menos permissiva, se vocês me permitem. E isso foi um discurso inclusive da redução de danos, principalmente usada de má fé pela indústria, né, onde a gente enfrenta esse esse desafio ainda nos serviços de
saúde. Oito. A questão dos cigarros eletrônicos é particularmente preocupante entre os jovens, né? Por quê? porque eles são principal alvo da experimentação e o uso. Casos eletrônicos, eh, os últimos dados, principalmente do Lenard, escancarou aí eh o uso alarmante que a gente tá tendo com o adolescente de 14 a 17 anos, representando aí cinco vezes
mais do que o consumo de tabaco convencional nessa mesma faixa etária. Até o ano retrasado, Vigitel, ele era uma coleta de dados. Existem grandes pesquisas nacionais, Vigitel, eh, PETAB, PNS, que falam sobre uso de tabaco, mas eles eles trazem também um desafio.
Digital, que era que é feito anualmente, tem um desafio porque era feito coleta por dados por telefone fixo. Isso eh atrapalha muito quando a gente tem o contexto, por exemplo, eh de entender que hoje a maioria das pessoas usa celular. essa próxima eh pesquisa já instituiu e talvez a gente comece no uma nova série histórica para entender