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Marxismo, Aula Magna - Prof Olavo de Carvalho – Transcript
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Summary
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- Olavo de Carvalho afirma que o estudo do marxismo requer a compreensão de como Karl Marx adaptou o conceito de sentido da história para um desenvolvimento material concreto.
- O professor explica que as meta-narrativas carregam uma contradição estrutural entre um fim considerado inevitável e a exigência de ação humana para alcançá-lo.
- Olavo de Carvalho comenta que a Escola de Frankfurt foi financiada por filhos de milionários e tentou encontrar um novo agente histórico após a recusa do proletariado europeu.

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Transcript
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então boa noite a todos sejam bem vindos era tudo avisa que a gente é taques uma tempestade então pode haver falta de energia elétrica mas se isso acontecer vocês não desliguem fiquem no ar porque é nós precisaremos nos alguns minutos sempre para ligar o gerador aqui continuar
então é o assunto hoje é o seguinte é mais dia menos dia vocês vão ter que entrar num estudo sério do machismo alguns de vocês pelo menos aqueles que estiverem interessados então hoje eu queria indicar algumas linhas pelas quais esse estudo pode ser
feito de maneira a mais é proveitosa possível então para entrar nisso é necessário saber que o martim não foi um sério esforço no sentido de aproximar a filosofia do que parecia acalmar ser uma
realidade concreta é da vida humana da história porém a pagar a própria dimensão chamada histórica história pra mim é hoje é difícil conceber que ela seja realmente uma realidade concreta né a realidade concreta que você observa na vida humana
são comunidades se desenvolvendo separadamente sem contato nenhum ao longo de milênios esse é ignorado solenemente e às vezes não tendo sequer a idéia de que elas pertencem a uma mesma espécie animal é o número de culturas que se denominava assim mesmo seres humanos vem treinando
com os outros eram outra coisa é muito muito grande até então a dimensão mesmo é não é curto possível conceber uma história humana se uma dimensão de humanidade como uma espécie de espécie única e esta é a dimensão não é de maneira alguma a uma coisa autoevidente pelo menos para os próprios personagens envolvidos
o horror que a palavra assina hoje nos inspira freqüentemente nos faz esquecer que horácio é uma das constantes mas mais universais da sociedade humana é um fenômeno é observado em toda parte sobre formatos diferentes e com pretextos diferentes mas é esta apresente iniciar tudo é em toda parte
então a idéia de que existe uma história da humanidade é é uma idéia que só aos poucos foi se perfilando na na mente ocidental principalmente entre os ocidentais e entro entre os árabes é mais por exemplo para que essa idéia penetrasse na cultura chinesa foi só sobre com viés ocidental e no século 20
antes da copa o isolamento da china um fazia com que ninguém na china tivesse o menor interesse porque estava se passando em volta de modo que você é o cinema é um dos poucos povos que têm registro histórico meticulosa ao longo assim de 55 mil anos os outros não se preocuparam com registro histórico até muito recentemente porém era somente a história do que se passa na china e
sobretudo e se passava com as dinastias governante de modo que quando uma palavra se torna de uso comum e corrente ela nos dá a impressão sempre dá impressão de transmitir uma coisa que existe uma coisa real objetiva isso é justamente o fetiche das palavras você ouve falar em história e tem
pressão assim que existe esta desta dimensão em si mesmo aquela um dado objetivo assim e que de certo modo nós estamos dentro da história tá certo bom é verdade nós estamos dentro do tempo e estamos no planeta terra é essa dura esses dois são dados objetivos quer dizer não houve nenhum ser humano não é que se subtrair se a passagem do tempo e nem o violino nenhum que vivesse
fora do planeta terra então esses dois dados eles se fundem de alguma maneira confusamente na idéia de história você está dentro do tempo não quer dizer que aquilo que você está fazendo e vivendo tem algo a ver com o que outra pessoa fez e viveu tão simples
o simples repertório das comunidades humanas existentes não está completa até hoje ele só começou a ser feito muito recentemente totalmente quando é levar pela primeira vez um vídeo para a europa eo fato que é relatado numa famosa crônica de michel de montanha que
eles chamam de tupi na boca aquilo causou estranheza era como se fosse uma peça de museu e do mesmo modo os povos dedicar regiões mais remotas a primeira vez que vi no europeu ficaram assustadíssimos que deverão vir de repente chegava um homem coberto de ferro que eles nunca tinham visto você imagina o que é para o índio que meus mp
lado a vida inteira de repente chega o camarada com um capacete couraça um extraterrestre até então a estranha não só estranheza entre os povos mas a imensa separação entre os vários processos culturais supondo se que esse processo tivesse alguma unidade interna deles que também pode ser duvidoso
a idéia de que todos esses povos vivendo as suas suas experiências separada constituam uma unidade que esta unidade possa ter um sentido total e que esse sentido total possa ser conhecido pelo ser humano é uma ideia muito recente
a idéia que só aparece a rigor com para conjunto com o terno é uma montra que e e finalmente se adquire a sua forma clássica com o rio com a filosofia da história universal e desde rigo houve
várias tentativas e delinear o que seria o perfil de conjunto desse movimento histórico global todos esses esforços sempre fracassar todos eles sendo então ninguém é essa a ideia vamos ter um sentido total da história leva o nome da meta narrativa que se além das várias narrativas concretas do que aconteceu aqui ele
existiria então uma meta relativa que abranja todas e dispõe de algum modo o sentido do conjunto quando rio publica a sua filosofia da história universal ele tem um impacto tão grande que quando você chega já é tempo de karl marx é
duas ou três gerações depois já é possível com o próprio max e interpretar o movimento de conjunto na história universal em termos materiais é uma coisa que nem chegou havia tentado não ser pego acredita que existe uma unidade da história humana mas essa unidade se dá mas é no plano num livro ilustrativo muito alto
ele chama a história do espírito santo o espírito que vai se objetivando através das suas manifestações históricas e através das suas auto contradições vai se desenvolvendo até hoje não se sabe direito quem é esse tal de espírito se é deus se é o próprio rei ou se é o leitor que está além daquilo que é um conceito que com com boas razões eu era que foi
grande e é um conceito mágico porém karl marx vai dar de a este conceito mágico há o sentido de um desenvolvimento material concreto ou seja é como se dissesse nós não apenas não apenas existe um movimento total da história e esse movimento é identificável
mas esse movimento se desenrola no terreno material e ele tem algo a ver ele é determinado pelo conjunto dos esforços que o ser humano faz para se apropriar dos materiais da natureza e transformá lo segundo as suas conveniências então a história dos processos de transformação da matéria através da técnica e da indústria é o
fio condutor de toda a história humana e essa história pode ser contada em uma série de etapas essas etapas não são necessariamente simultânea em todos os lugares do mundo mas elas serão percorridas de algum modo mais cedo ou mais tarde de modo que nós podemos falar dentro de si nessa escala de tempo nós podemos falar de comunidades que estão mais adiantadas no processo que estão mais
atrasadas mas todas elas passaram necessariamente pelas mesmas etapas então é esta ideia da meta narrativa hoje é rejeitada por quase todos os filósofos de todas as correntes inclusive os marxistas então por exemplo pessoal da escola de frankfurt sempre rejeitou a ideia da
meta narrativa ficcional de fato não sabemos se isto existe um outro ponto que é importante é ver o seguinte aqui a ideia de unidade da espécie humana ea idéia de uma história da espécie humana só é concebível a rigor desde um ponto de vista divino porque materialmente nós não conhecemos essa unidade da história
e muito menos podemos descrever a tentativa de embarque evidentemente fracasso como nós olhando daqui a pouco mas a idéia de que todos os seres humanos pertencem a uma mesma espécie podem de algum modo ser medidos pela mesma pela mesma escala e de ter um
destino comum e que é este destino pode fazer um sentido que é apreensiva por nós essa idéia só é concebível desde um ponto de vista hipoteticamente divino quer dizer um deus que desde a esfera da eternidade observa e conhece o conjunto do que se passou sobre a terra
isso é uma coisa que a história faz sentido só deus pode conhecer deus seria na verdade andré rocc a dor ea matriz desse de sentido da história então a idéia de uma escatologia no fim do mundo pressupõe então algum conhecimento do conjunto do trajeto humanos sobre a terra no passado por isso por isso por
isso vai terminar desta desta maneira porém é é claro que o riso final é a culminação o sentido final da história não é em si mesmo um acontecimento histórico porque a partir da história humana será interrompida e como diz a bíblia deus para um novo céu e uma nova terra que não são sequer imagináveis por nós