A Cor Do Dinheiro · Transcript · · Updated
O Warren Buffett Português, João Cortez de Lobão | Conversa Acabada – Transcript
Video by A Cor Do Dinheiro · Watch the original on YouTube
Summary
AI-generated from the transcript. Verify details against the source video.
- João Cortez de Lobão relata a sua trajetória profissional, passando pelo jornalismo económico, pelo setor financeiro e pelo lançamento de um projeto agrícola de sucesso.
- João Cortez de Lobão desenvolveu uma coleção de arte centrada em mestres antigos que pretende um dia colocar à fruição pública em Portugal através de um espaço próprio.
- O fundo de investimento Maren Nostrom utiliza um algoritmo de seleção de ações criado por João Cortez de Lobão para investir concentradamente em empresas globais.

Use this video with Pro
Reading, copying and transcript downloads are free. Create saved AI results for this video with a signed-in Pro account ($9/month).
Transcript
Search ignores accents. All transcript text stays visible.
Eu já oou vi chamar Warren Buffet português, mas eu acho que o João Cortez Lebão é muito mais do que isso e você vai perceber no conversa acabada desta semana. Venha daí. Então, seja bem-vindo a mais um pé de meia e hoje é um pé de meia especial. Já vai perceber porquê. O que é que é o pé de meia? é um programa que nós criamos aqui no canal, no canal Acord do dinheiro, que é dos têm mais sucesso, devo dizer, eh, onde nós tentamos
ajudá-la a poupar e pensar em investir, mas investir sobretudo a médio longo prazo é a nossa grande preocupação. Porquê? Para garantir o seu futuro financeiro, não é? Todos nós sabemos que um dia vamos deixar de trabalhar e depois vai ser um problema para complementar um desendimento que perdemos quando tivermos a a nossa reforma. E a nossa preocupação porque por essa razão é sempre médio e longo prazo. Ora, e para não haver dúvidas, fazemos sempre o disclosure daquilo que são os parceiros que nos ajudam a fazer
isto e são a Square Management, a Optimiz e ainda a Bull Crow. Quem é que eu tenho aqui à minha frente hoje? João Cortez Lebão. Eh, [limpando a garganta] foi meu colega no jornalismo e há p mais de 30 anos. Eh, depois passou a banqueiro, não é bancário, banqueiro. E depois lançou os seus próprios projetos, nomeadamente em fundos de investimento.
E é sobre isso que vamos falar hoje. João, muito obrigado por teres vindo aqui. >> Muito obrigado, Camilo. Convidado há muitos anos. Dá muitas saudades e ternura no coração voltar a a revisitar-te, >> sendo que eu tive 10 10 anos, de facto, no jornalismo. Foi a primeira parte da minha vida profissional, eh, jornalismo económico, que era uma área muito gira, ainda é uma área muito gira naquele tempo, nos anos final dos anos 80, princípios dos anos 90.
>> Ex, a gente tinha esperança, né? Isto vai crescer agora. Era um um ritmo engraçado, era um uma constelação de empresários que estavam a nascer, era uma economia que se estava a abrir, era tudo a acontecer. E nós, jovens miúdos com 20 e poucos anos, a viver esses tempos históricos e a relatar esses tempos históricos de sucessos, de falhanços, de ideias, de tanta coisa boa
que se passou nessa altura. E e dá-me de facto uma saudade e uma ternura, como dizia há pouco, revisitar esses tempos contigo. >> Muito bem, João. H, eu tenho uma admiração imensa pelo teu trabalho, porque primeiro na parte financeira e também na parte cultural, porque tu és um apreciador de arte, que é uma matéria que eu gostava de tratar na segunda parte aqui do programa. Eh, tu hoje em
dia tens fundos de investimento? Tenho eu, eu eh mais ou menos 10 em 10 anos e faço um reset na minha vida e como digo, tive 10 anos no jornalismo económico, depois tive 10 anos no setor financeiro, fui para Nova York e trabalhar para >> nas Torres Gémeas, estive lá até um ano antes de do ataque.
>> Sim. h e vivi eh aqueles anos 90, eh final dos anos 90 em Nova York com com muitas empresas a crescerem, muitas muita inovação. Eh, e depois tive eh 10 anos a lançar um um projeto agrícola.
Lancei uma herdade >> Maria da Guarda, >> Maria na Herdade de Maria da Guarda, que foi também um sucesso e tive imensa sorte. Plantei 1.3 milhões de oliveiras e fiz um lagar e foi o a primeira empresa que plantou tudo em Olival, em CEBO. Hoje em dia todos estão estão a fazer o mesmo sistema porque é um sistema que não precisa de quase de mão deobra, não é preciso importar mão deobra. Nunca tive estrangeiros na não tenho nada contra estrangeiros, mas sempre foi
>> eh o locais em Serpa, 40 e tal eh colaboradores que trabalhavam na e trabalham na Herdade de Maria da Guarda. E, portanto, foi um sucesso que começou a andar por si próprio. E depois voltei outra vez a uma coisa que eu nunca perdi, aos mercados financeiros e também paralelamente à coleção de arte que fui faz começando a fazer a partir de Nova Iorque, quando visitava galerias, museus e comecei a atrever-me a comprar peças
que eu achava que só deviam ir para museus, mas que eram quadros que estavam à procuras de dono, não é? Portanto, acabei por começar a ou digamos afinar aquilo que foi um que veio a ser uma coleção. Não que eu quisesse fazer uma coleção, mas lembro que uma vez um diretor do museu que foi a minha casa disse-me: "Gosto muito da sua coleção."
Eu disse: "Coleção? Qual coleção?" Ele disse, "Não, vê-se que há aqui uma uma linha e há um não sei exatamente, há uma narrativa, como hoje em dia se diz, >> eh, muito própria. E, de facto, a partir daí tomei consciência que aquilo era era uma uma coleção sobretudo de ou mestres antigos que vão do século XI ao século XVI, embora eu tenha também alguma coisa fora do século XVI, sobretudo portugueses 19 e X. Eh,
>> José Adó, mas José Fad século X, mas 19:20 tenho, sei lá, Vira da Silva, João Vaz, Almada, eh, tenho muitos portugueses, eh, mas tenho sobretudo o grosso é é uma percentagem grande de italianos. Tem alguns portugueses antigos como Álvaro Pires de Évora e José Fobit e Diogo Contreiras eh século
X7. O Álvaro Pires de Évora foi o primeiro pintor português a assinar peças em 1411. E em Portugal não sei se há duas, se há três peças e eu tenho duas. Uma delas é considerada a melhor e peça do Álvar Pires de Évora que está fora de museus.
E portanto voume divertindo também assim criando valor e trazendo para Portugal. >> Qualquer dia temos um serf melhor do que muitos museus. Eh, pois não sei. A ideia não é ser o melhor ou pior, o melhor é trazer para Portugal cultura que que nós, por uma razão ou por outra, andamos eh perdidos. Porque não só no terremoto 1755 desapareceram [limpando a garganta] as coleções todas que havia dos nobres e do rei e e tudo o que havia escrito
sobre as coleções. Eh, sei lá, por exemplo, em no prato há um quadro de um pintor chamado Carvalho, que é notável, mas presume-se que o resto da coleção dele, da da produção dele estivesse em em 1755 em Portugal. E, portanto, sobrou esse quadro. É impossível um pintor ter pintado uma obra, >> pois, >> eh, tão bonita, só uma obra, portanto não se sabe mais nada dele. Há muita
coisa que se perdeu e, aliás, em Portugal eh não há documentação. Eh, e muitas vezes o que se diz diz: "E escola portuguesa século X7, século e X, não se sabe quem é que são os atores porque não há nenhuma documentação, desapareceu tudo e o e é uma e é uma pena." E, portanto, estou a estou a, enfim, a divertir-me e a trazer para Portugal uma série de coisas boas e levando para Portugal para fora também obras boas
portuguesas e internacionais. >> Tu tens obras tuas que, entretanto estão expostas em museus? Sim, eu empresto paraos museus, empresto para museus nos Estados Unidos, empresto para museus eh eh agora agora em Itália tenho, vou a caminho da Itália, emprestei um Van Dij para um museu, Palácio do Cala em em Florença. Eh, e
empresto para Inglaterra ainda há pouco tempo, uma Josefait para o National Gallery. A, e faço parte de outros museus. Estou no bordo do Metropolit Museum em Nova York, do Cleveland Museum, em Cleveland e também do SP Society. Não é muito conhecido, mas tem.
Eu por acaso conheço. >> É, mas é um é talvez um um museu surpreendente porque cobre surpreende >> 8000 anos de história da história do mundo em obras de arte e tá em tudo, desde a China, Japão, Europa, Américas.
Eh, mas é muito giro, mas isto é uma uma parte aquilo que nos traz aqui, digamos, é um bocadinho mais os investimentos e fazer crescer o património das pessoas. >> É verdade. Mas antes disso, deixa-me só perguntar. Eu tinha programado a parte cultural para a segunda parte da conversa, mas já que estamos a falar nisto, h, já pensaste que um dia em criar um dia o tu próprio criar o museu?
É natural que a certa altura eh o estas obras que andam a circular eh por vários cantos do mundo. Eh ainda agora o Museu da China pediu-nos algum de Shangai pediu-nos um algumas obras. ainda estamos na fase de de negociar, de emprestar, mas é natural que a certa altura encontre um espaço para pôr à fruição pública em Portugal
>> eh o o conjunto de obras que fazem parte deste caminho que a Maria e eu fizemos e nos últimos 30 anos. Eu confio, eu gosto muito de museus, gosto muito de pintura, gosto muito de arte e foi uma coisa que eu ganhei de um professor que tive, imagina só, na escola preparatória, ainda viviem sab nessa altura e fiquei uma mãe de pintura, mas eu gosto de pintura como fruição. H, tu conseguiste
criar um knowwow à volta da própria ideia da pintura e dos quadros, que é é preciso conhecer, não é? Porque isto são investimentos que se fazem e pode-se e e a diferença entre pagar um valor e outro é uma coisa que tem um impacto significativo no nosso património. Onde é que foste buscar sexti?
Eu, eh, enfim, inicialmente tinha dois ou três consultores internacionais que quando a Maria e eu gostávamos de uma peça, eh, começávamos a fazer investigação e depois mandávamos eh para dois ou três consultores e perguntávamos o que é que acha desta peça. E uns diziam: "É uma peça fundamental para perceber o caminho desse pintor. é uma
das boas peças que conta a história de qualquer coisa. Eh, qualquer peça tem que contar uma história e no fundo o conjunto das obras conta um bocadinho a história da [roncando] Europa, da sua matriz eh cristã, cultural, eh dos do desde o século XI até agora. Aliás, uma grande parte da pintura no princípio do século do princípio dos Old Masters são obras religiosas, porque era a maneira
de, >> digamos, evangelizar as pessoas, explicar uma cena eh bíblica, mas [limpando a garganta] também há cenas mitológicas, também há cenas de mas o mas o grosso da história são eh cenas eh cristãs da história de Cristo e do e e da cristandade, embora, como eu digo, tem depois passamos para a
mitologia, para cenas de género, para arquitetura, para tanta coisa que cont, >> mas essa parte religiosa tem um peso muito grande, de facto. Nota-se a pintura italiana, na holandesa. >> Exatamente. Há uma uma uma história que é contada também por por essa pintura e que é muito muito gira de percorrer e de aprender. Mas eu de facto tinha dois ou três consultores até que a certa altura tive que arranjar um uma pessoa interna.
Eh, e portanto contratei uma permanente, uma italiana historiadora, eh, Valentina Rossi, que é uma pessoa notável e que nos ajuda muito a perceber e e ela está no mercado trabalho contigo >> e ela trabalha comigo, é a diretora geral da fundação, >> eh, e ela faz esse trabalho e quando nós encontramos uma peça que gostamos, ela faz esse trabalho de investigação e de desaconselhamento ou de aconselhamento
porque vai acrescentar ou não vai acrescentar. ou tem importância para, digamos, uma história que a gente quer contar. >> E a tua coleção não vai ficar por aqui, >> não. Continuamos a comprar. Eh, temos comprado muitas coisas e vamos continuar a comprar. Eh, enfim, graças a Deus, enquanto os mercados forem permitindo eh eh crescer, a gente a uma parte dos dos ganhos normalmente atribui a peças a peças de de obras e cada vez somos mais