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10 Minutos com Jesus. O Senhor é o meu refúgio (29-10-26) – Transcript

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Summary

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  • São Paulo convida a fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder para enfrentar as batalhas da vida e os combates diários.
  • A armadura de Deus inclui o cinturão da verdade, a coraça da justiça, o escudo da fé e a espada do Espírito.
  • O Senhor permanece como refúgio e força para o crente, convidando-o a regressar às Suas asas e a viver em oração contínua.
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Transcript

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Meu Senhor e meu Deus, creio firmemente que estás aqui, que me vejo, que me ouves. Adoro-te com profunda reverência, peço-te perdão dos meus pecados e graça para fazer com fruto este tempo de oração. Minha mãe maculada são José, meu Pai Senhor, anjo da minha guarda, e intercedei por mim.

Há dias em que te levantas e já estás cansado. Ainda nem saísta da cama e já tens o dia inteiro às costas, as contas para pagar, o trabalho que te espera, os fins que precisam de ti, uma conversa que tens adiado, uma preocupação que não te larga.

E mesmo assim, levantas-te, lavas a cara, vestes-te, preparas o pequeno almoço, corres para não chegar atrasado. A vida chama por ti e tu respondes. Respones a toda a gente, resolves problemas, apagas todos os fogos, tentas chegar a tudo.

Mas diz-me uma coisa com sinceridade. No meio de tantas respostas que das, há os outros. Quando foi a última vez que paraste apenas para responder a Deus? São Paulo deixa-nos hoje uma palavra que precisamos de escutar com sinceridade e coração.

Fortalece-vos no Senhor e na força do Seu poder. Escuta bem, ele não diz ser forte, aguenta tudo, não choro, não falhas, não mostres fraqueza. Diz, fortalece-te no Senhor. Porque há batalhas que não se vencem apenas com a força da vontade.

Há feridas que o trabalho não cura. Há medos que uma agenda organizada não resolve. Há ressentimentos que escondes atrás de um sorriso. Há palavras que disseram há tanto tempo e que ainda hoje te doem. Há experiências que te ensinaram a desconfiar, a fechar o coração, a responder com dureza antes que alguém te possa magoar.

E talvez já nem te apercebas de que continuas a viver como se tiveses de te defender de tudo e de todos. Mas Cristo não quer apenas ajudarte a enfrentar o que acontece à tua volta. Quero entrar naquilo que acontece dentro de Ti.

Por isso São Paulo fala-nos da armadura de Deus. Não de uma armadura para atacar os outros, mas de uma armadura para não perder a alma no meio dos combates da vida. Primeiro, o cinturão da verdade com os ringes exigidos.

Cingir os ringes significa estar pronto para caminhar, preparado para partir sem nada que te aprenda os movimentos. E tu, estás pronto para caminhar com Cristo ou continuas à espera de que a vida se torne mais fácil?

Esperas por menos trabalho, menos preocupações, menos problemas em casa, menos exigências e só depois prometes que vais rezar, que vais mudar, que vais levar a Deus mais a sério. Mas escuta, a vida perfeita não chega. O momento ideal não chega.

A santidade começa hoje, não chega amanhã. Nesta vida que tens, nesta casa onde vives, neste trabalho que te cansa, nesta família que amas, apesar de todas as dificuldades, sim, José Riinhos, levanta-te a caminho para fazer e Cristo chama por ti.

Depois São Paulo fala-nos da coraça da justiça e dos pés preparados para anunciar o evangelho da paz. E aqui não podemos fugir ao concreto do que vivemos. De que serve falar-os de Deus se em casa todos está em medo do teu mau humor?

De que serve conhecer-os o evangelho se uma palavra tua consegue estragar o dia de quem vive contigo? De que serve-os à Igreja se depois humilhas alguém no trabalho, respondes quando desprezo a quem te incomoda ou guardas silêncio quando podias fazer as pazes?

A santidade não se mede apenas pelo que sentes quando rezas. Mede-se também pela maneira como tratas as pessoas quando estás cansado, pela paciência que tens quando o teu filho volta a fazer a mesma esneira, pela delicadeza com que falas com quem já não consegue acompanhar o teu ritmo, pela capacidade de pedir-te desculpa sem acrescentar zoom, mas tu também fizeste.

Talvez hoje não tenhas de fazer nada extraordinário. Talvez tenhas apenas de chegar a casa e ser-se finalmente uma presença de paz. Mas o combate não termina aí. São Paulo pede de que levantes o escudo da fé, capaz de apagar as setas inflamadas do maligno.

E quantas setas recebemos num só dia? A comparação com a vida dos outros, o medo de perder o emprego, a ansiedade pelo futuro, a suspeita de que não somos suficientemente bons nisto naquilo, a tentação de pensar que Deus se esqueceu de nós.

E aquela voz interior que insiste não vale a pena, nunca vais mudar, já estragaste tudo. É nesse momento que precisas do escudo da fé, não para fingires que não tens problemas, mas para não deixar que os problemas decidam quem tu és.

A fé não te promete uma vida sem lágrimas, date a certeza de que não precisas de chorar sozinho. Não impede que sofres uma injustiça, impede-te de acreditar que a injustiça tenha a última palavra na tua vida. E depois do escudo da fé, vem ainda a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, não uma espada para ferir os outros concitações bíblicas, nem para vencer as discussões à recusta do Evangelho.

É a palavra que corta as mentiras que te contas a ti próprio. É a palavra que te desperta quando começas a acomodarte na vida. É a palavra que te levanta quando o pecado te faz acreditar que já não há caminho de regresso. Quando acordas sem vontade de rezar, escute a palavra.

Quando chegas a casa irritado, recorda-te dessa palavra. Quando te sientes tentado a desistir de alguém, deixe aqui a palavra. Te interrogo se não vale a pena insistir. E quando caís, porque todos precisamos nos levantar muitas vezes, não fiques deitado a contemplar a tua queda.

Estende a mão a Cristo. A luta cristã não consiste em nunca cair, consiste em não fazer da queda a tua apomorada permanente. É por isso que São Paulo termina com um apelo simples, mas exigente. Rezai em todo o tempo.

A oração é a respiração da alma. Imagina que decidias não respirar amanhã, porque hoje tiveste um dia demasiado ocupado. Parece absurdo, não parece? E, no entanto, quantas vezes fazes isto com Deus?

Hoje rezas, amanhã estás cansado. Hoje reservas estes 10 minutos. Amanhã aparece uma mensagem, uma chamada, uma tarefa urgente. E o tempo de Deus desaparece. Repara bem, o mundo nunca deixará de ter coisas para te pedir nunca.

Se esperás que tudo esteja resolvido para começar a rezar, talvez passes a vida inteira à espera dessa oração que queres fazer. Por isso escolhe um momento, estes 10 minutos, outros. Fecha a porta, pôs o telemóvel, abro o evangelho.

Não precisas de sentir grandes emoções, não precisas de encontrar palavras extraordinárias. Precisas de estar ali diante de Deus, com aquilo que és e com aquilo que te pesa. Reza quando tens vontade e reza quando não tens. Porque a fidelidade não é fazer apelenas, aquilo que nos apetece é permanecer junto daquilo que nos ama e que queremos continuar a amar.

E aqui entra a força como o vento do evangelho de hoje. Avisa-me Jesus de que Herodes o quer matar. Jesus responde, e de dizer a essa raposa. É uma expressão surpreendente. Mas repara, Jesus não deixa que a ameaça determine o caminho que ele tem que percorrer. Ele continua a curar, continua a libertar e a cumprir a missão que o Pai le confiou.

Também tu não podes entregar o governo da tua vida a aquilo que te ameaça e que te aflige. E quando a irritação te incendiar o coração contra alguém, lembra-te de que chamar de raposa é o máximo que podes fazer com as palavras que Jesus nos deixou.

Não transformes uma pessoa numa inimiga absoluta, não alimente o insulto, não deixe o ressentimento de rouba a liberdade de poder ser hoje livre e por isso feliz. Cristo não te pede que fingas que o mal não existe, pede-te que não te tornes semelhante ao mal que combates.

E então de repente o evangelho muda de tom. Jesus deixa de responder com firmeza e começa a alimentar-se. Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes eu quis reunir os teus filhos como a galinha recolhe os pinteinhos debaixo das suas asas, mas vós não quisestes de Jesus?

Por detrás destas palavras está um amor que não desiste, mesmo quando não é acolhido. E talvez Jerusalém seja tantas vezes o teu e o meu próprio coração. Quantas vezes Cristo quis aproximar-se de ti? Numa palavra que eu ouviste e te ficou a equivocar dentro numa pessoa que te procurou quando estava fechado, num momento silêncio em que percebeste que precisavas de mudar, numa celebração em que sentiste que Deus te chamava uma vida mais profunda,

Frequently asked questions

Significa revestir-se com a armadura de Deus para enfrentar os combates da vida, utilizando o cinturão da verdade, a coraça da justiça, o escudo da fé e a espada do Espírito.

O escudo da fé serve para apagar as setas inflamadas do maligno, não para fingir que não há problemas, mas para impedir que os problemas decidam quem a pessoa é.

Representa a ternura de um Deus que não quer magoar com as fraquezas, mas acolher para levantar e oferecer um abrigo debaixo das Suas asas.